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Última atualização: 10/11/2017


JORNAL RIOGASTRO - NOV 2017
EDITORIAL

DIVERTICULOSE COLONICA

SINTOMAS:
DIVERTICULOSE DA SIGMOIDE – Como já foi explicado esses divertículos na sigmoide e colon descendente são devidos a hipertrofia ou espessamento da camada muscular, logo eles nada mais são que uma doença muscular formando os divertículos. Assim sendo, fica mais fácil entender as duas grandes alterações que esses músculos poderosos muito espessados podem provocar: 1 - uma subobstrução intestinal que significa um enorme espasmo nesse deposito de fezes pelo excesso de contrações afinando, cortando, e dificultando sobremodo a evacuação que passa a ser difícil, necessitando muitas vezes de esforço-logo engarrafando todo o transito intestinal. 2 – a segunda grande complicação é o sanfonamento desses divertículos com migração para o lado direito complicando todo o manejo ainda mais a evacuação e muitas vezes o diagnostico. DIVERTICULITE - quando inflamados o principal sintoma é dor no baixo ventre que pode irradiar para o lado direito ou esquerdo dependendo de quantos são e a localização dos divertículos inflamados. Muitas vezes um exame físico minucioso é capaz de fazer o diagnostico quando não podemos lançar mão de exames de sangue para verificar a inflamação e a tomografia computadorizada que fecha o diagnostico. Não se deve realizar a vídeo colonoscopia numa fase aguda por facilitar uma perfuração. Lembrar sempre como o colon fica redundante pode ser similar a uma apendicite, cistite ou anexite, quando na mulher. Pode ter outros ardor, dificuldade para urinar, diarreia leve e as vezes presença de sangue nas fezes que assusta sobremodo o paciente. O cuidado que se deve ter na suspeita de diverticulite é precisar o mais rigorosamente possível o diagnostico e assim iniciar o tratamento. A outra complicação felizmente muito rara é a perfuração com ou sem peritonite pela passagem das fezes para a cavidade. De uma maneira geral o quadro regride em 5 a 7 dias com o tratamento adequado. Havendo suspeita de peritonite a conduta é cirúrgica com a retirada da zona infectada drenagem do abscesso se houver e as condutas cirúrgicas adequadas a esse caso. Pela grande facilidade de complicações de uma maneira geral a cirurgia é feita em dois tempos no primeiro colostoma e no segundo recomposição dos cotos colonicos.

DIAGNOSTICO DA DIVERTICULOS E DA DIVERTICULITE - após a constatação da doença de uma forma clinica ou tomográfica, passada a fase aguda se impõe uma vídeo-colonoscopia que tem uma baixíssima margem de complicações e é sim um exame semi- invasivo para as modernas técnicas endoscópicas e a obrigatoriedade de realizar o exame com apoio anestésico veio simplifica-lo tanto para o paciente como para o colonoscopista.

PROFILAXIA – é muito discutida a ingesta ou não de caroços crus que teoricamente poderiam entrar no buraco do divertículo e inflama-lo. Medicamentos que teoricamente poderiam facilitar a inflamação e ou a perfuração são os anti- inflamatórios não esteroides porque são capazes de aumentar a permebilidade dos tecidos e provocar sangramentos que confundem sobremodo o diagnostico. Ainda o uso do paracetamol deve ser evitado ou ser usado com cuidado. O que resta realmente para evitar as complicações da divertículose é o uso controlado e bem orientado das fibras e ultimamente vem se propondo o uso profilático de anti-inflamatórios intestinais de uma maneira permanente, em doses baixas ou intermitentemente. Os trabalhos são muito contraditórios pelo grande numero de fatores desencadeantes que podem levar a diverticulite. Outra complicação bastante rara é o sangramento diverticular. Logo, toda vez que há eliminação de sangue vivo pelas fezes a diverticulose tem que entrar nas hipóteses diagnosticas, especialmente nos pacientes idosos.

TRATAMENTO - diverticulite é tratada com antibiótico de largo espectro e antiespasmodicos, mantendo sempre uma dieta branda, pastosa, sem álcool, fibras, temperos e irritantes.

PROGNOSTICO – a diverticulose colonica da sigmoide é uma doença para toda a vida, há algum tempo andou se propondo operar pacientes jovens profilaticamente fazendo uma colectomia. Hoje não se justifica nenhuma cirurgia a não ser na perfuração não bloqueada, mesmo, porque, depois de feita a colectomia há uma chance em uma percentagem não estimada de recidiva da doença já que ela é praticamente uma consequência das dificuldades do mundo atual e da ansiedade gerada pelas incertezas e inseguranças que nos avassalam, sempre tendo como base e denominador a genética, o tipo de alimentação e o tipo de vida.

Ref: J.F.Penteado – experiência pessoal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATUALIZAÇÃO

                       

  

Prof. J.F. Penteado