Jornal Riogastro


Publicado em 05/05/2019 às 16:00 por Prof. J.F. Penteado



GORDOFOBIA 2ª parte - Novas avaliações de obesidade

Vimos na primeira parte, todos os fenômenos e alterações que geram a obesidade e a gordofobia.

Relatamos porque o I M C não corresponde mais  como medida antopométrica e a sua relação com  saúde e doença.

 A crença de que o homem magro é menos doente e o gordo mais doente não existe mais. Logo, essa asserção ser magro ou ser gordo não é só uma questão estética. Os últimos estudos apontam que o peso saudável, segundo o I M C, (índice de massa corporal), não é o suficiente para diminuir ou resolver os riscos de nossa saúde, isto, porque uma cintura aumentada pode ser e é uma possibilidade de alto risco de doenças.

A gordura visceral, afeta negativamente a saúde, aumentando a inflamação nos órgãos, diminuindo a sensibilidade a insulina, levando a hipertensão, aumento dos triglicerídeos e do LDL, (mau colesterol),  dando como resultado final a  arteriosclerose. Essa síndrome metabólica ainda é um fator importante para o desenvolvimento do diabetes.

Numa revisão feita na Inglaterra, analisando mais de 3OO trabalhos em mais de 300 mil pessoas levando em conta a etnia, idade, fatores que não são contemplados nos           indicadores de IMC -RCQ e CC. Com essa analise, foi criado, um novo indicador, muito mais fácil de determinar “a circunferência da cintura, que deve ser, no máximo, a metade da altura. Resta, então, saber a altura e calcular o resultado.

Exemplo: altura de 1.80, cintura deve ser no máximo 90 cm.

Para cada aumento de 5 cm na circunferência abdominal, o risco de morte cresceu 17% nos homens e 13% nas mulheres.

Outro indicador proposto que é usado na pratica clinica é a relação cintura-quadril, que deve ser calculada dividindo-se a medida da circunferência da cintura em cm pela medida da circunferência do quadril em centímetros. O índice aceito para risco cardiovascular é igual ou maior que 0.85 para mulheres e 0.90 para  os homens. Quanto menor o valor da relação melhor é a saúde.
O que fica nessa reviravolta complicada de índices e números é que a cintura aumentada pode quase dobrar  o risco de morte prematura mesmo que o peso corporal esteja normal.

Logo, o tamanho da cintura pode propiciar varias doenças como as cardiovasculares, hipertensão, AVC, resistência insulínica, apneia do sono e doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer.

Realmente, fazendo uma analise critica de todas essas alterações e índices marcadores de obesidade e ou gordura visceral e ou síndrome metabólica acho que os especialistas devem saber lidar depurar o que é importante nesses índices.

No mundo atual, na correria do dia a dia, e na má alimentação, manter uma cintura a metade da altura é praticamente impossível.

Logo, na pratica podemos nos nortear pela medida abdominal feita  deitado mantendo os clássicos índices de homens, 94 / 98 cm e mulheres 84 / 88 cm.

Aguardem na matéria de junho as armas que podemos usar para conseguir esse índice. (veja aqui)

Referências:

  • Patricia Bertoni dos Reis, nutricionista da Rio Gastroclinica
  • Jose Figueiredo Penteado, professor e diretor da Rio Gastroclinica