Jornal Riogastro


Publicado em 12/09/2018 às 22:00 por Prof. J.F. Penteado



MEDIDAS DA CINTURA

Porque é fundamental medir a cintura.

O excesso de gordura abdominal pode aumentar o risco  de doenças cardíacas, diabetes, câncer e demência.

Se você é daqueles que se considera um super-homem e que não faz nada para se manter saudável e longevo, pelo menos submeta-se ou meça periodicamente seu abdômen de uma maneira honesta.

Ha discussões, sem chegar a um denominador comum se essa medição tem que se fazer em pé ou deitado, sempre usando uma fita métrica colocada sobre o umbigo ou 2 a 5 cm acima dos ossos do seu quadril. Nós damos preferência à medida deitada já que a medida em pé pode falsear os resultados se a pessoa tiver um abdome “sarado” ou com uma musculatura muito trabalhada e contraída.

A gordura subcutânea que se esconde sob a pele, nas coxas, nádegas ou braços superiores podem ser esteticamente desafiadora,porém, é inofensiva.  Entretanto, a gordura da barriga  mais profunda, a que fica sob a pele nessa localização ou nas vísceras abdominais é metabolicamente ativa e vem sendo descrita como precursora das afecções acima relatadas e a isso denominamos SINDROME  METABOLICA.

Você nem precisa estar acima do peso ou obeso  para passar por esse perigo já que, essa gordura não se consegue perder das formas habituais, (com exercícios abdominais). Só se consegue remove-la controlando o peso, fazendo exercícios, como caminhadas e treinos de força.

Até a meia idade essa gordura é mais frequente nos homens, mas após a menopausa, o acumulo é, disparadamente, muito mais frequente nas mulheres.

O importante é saber que as células de gordura subcutânea, A GORDURA VISCERAL, é essencialmente um órgão endócrino, que secreta hormônio, hospeda muitas substancias químicas, intimamente ligadas as doenças que acometem aos idosos. Uma dessas substancias é uma proteína RETINOL 4, que pode desenvolver doenças coronarianas, sendo capaz de interferir na permeabilidade intestinal, levando a resistência a insulina, que funciona como precursora do diabetes tipo 2. Já existem numerosos estudos, bem feitos, mostrando que essa ação  e o fator de risco, têm uma certa relação. O risco dessa gordura é estimado da seguinte maneira: para cada 5 cm a mais de abdômen, este aumenta 10%.

Estudos mais recentes, da escola britânica, mostraram que essa  síndrome metabólica estava presente duas vezes mais nos cânceres colo-retais e de mama. As ultimas pesquisas apontam uma relação entre essa síndrome e a demência com um aumento significativo de 3 vezes.

De acordo com analise feita em 350.000  homens e mulheres, publicado no “New England Journal of Medicine” o aumento do abdômen pode dobrar o risco de morte prematura.

As medidas abdominais aceitas são para a mulher 84/88cm e para os homens 94/98 cm.

Para encerrar, não há milagre para ter saúde, o peso e o abdômen têm que ser controlado e para isso temos que manter  eterna vigilância.

Referências:

  • Brody, Jane,  New York Times, junho de 2018